Fabiano Badawi
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Relato: Minha primeira observação com telescópio 160mm

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Relato: Minha primeira observação com telescópio 160mm

Foto: Meu telescópio montado sob o do céu daquela noite.

Após a limpeza dos espelhos, chegou a hora da primeira observação. Os dias anteriores insistiam em permanecer nublados, mas nesta data surgiu uma janela de céu aberto e pouco vento, a oportunidade para testar o que o Uranum Galileu 160mm é capaz de entregar.

O desafio da Poluição Luminosa

Moro em uma cidade que, embora não seja uma cidade grande, sofre com o a poluição luminosa. Refletores de um campo de futebol próximo, luzes externas de vizinhos e os postes com lampadas LED dificultam a vida de qualquer observador.

Ficou claro que, para extrair 100% do potencial deste espelho de 160mm, precisarei levar o equipamento para um local mais afastado e escuro no futuro. A qualidade da observação certamente dará um salto.

A luta contra o escuro e a falta de prática

Equipamento posicionado, eixos balanceados... e aí a falta de prática deu as caras. Manusear controles e ajustes na escuridão é um desafio à parte. Cometi o erro clássico de precisar acender uma lâmpada comum para enxergar os controles, o que prejudicou imediatamente a adaptação dos meus olhos ao escuro.

Lição aprendida: Preciso urgentemente de uma lanterna de cabeça com luz vermelha para preservar a visão noturna durante os ajustes.

O Momento Mágico: M42 no centro do campo

Com o software Stellarium no celular, escolhi o alvo: a Nebulosa de Órion (M42), que estava acima da minha cabeça.

O alinhamento foi desafiador, pois o tubo ótico ficou praticamente na vertical. Usei primeiro a buscadora red dot e depois encaixei minha ocular de maior distância focal, uma Kellner de 25mm.

Com a distância focal do telescópio em 800mm, obtive um aumento de 32x:

Aumento = 800mm / 25mm​ = 32x

Pode parecer pouco, mas a abertura de 160mm se fez presente. Foi emocionante ver a nebulosa através da ocular e não através de uma foto, foi uma experiência impactante e transformadora.

Registros e Logística

Tentei registrar o momento com o celular, mas sem um suporte adequado, a tarefa foi impossível. O resultado foi apenas um borrão, que acabei nem guardando. Já adicionei um adaptador de smartphone à minha lista de futuras aquisições para compartilhar registros dignos com vocês aqui no blog.

A sessão durou cerca de 40 minutos, o suficiente para validar o telescópio. Fiquei surpreso positivamente com a ocular Kellner; mesmo sendo um modelo de entrada, entregou uma imagem muito satisfatória.

O peso da montagem

Na hora de guardar tudo, o peso da montagem equatorial e seu contrapeso se fizeram presentes. Ainda não encontrei uma boa logística para transportá-lo, mesmo por poucos metros. Para a próxima vez, pretendo desacoplar o tubo ótico da montagem para carregar as partes separadamente, evitando o esforço excessivo.

Impressões finais

Apesar da poluição luminosa e das dificuldades técnicas, Órion estava lá. A experiência foi revigorante e me deu a motivação necessária para as próximas noites de observação. A abertura de 160mm e a ocular Kellner de 25mm me surpreendeu pela qualidade.

Agora, é hora de descansar e planejar o próximo alvo!

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Fabiano Badawi
Céus limpos e boas capturas!